Next Big Thing LatAm 2026
Qual é a próxima grande tendência em 2026?
Chega aquela época do ano que traz uma mistura inevitável de sentimentos. Gratidão pelo caminho percorrido, reflexões sobre o que poderia ter sido feito de forma diferente e, ao mesmo tempo, o exercício de planejar o que está por vir. Há uma sensação genuína de realização, que convive lado a lado com a ansiedade diante do desconhecido: O que o novo ano nos reserva?
Em um mundo cada vez mais dinâmico e imprevisível, antecipar o futuro se torna um desafio crescente. Afinal, quem poderia imaginar que o lançamento do ChatGPT, em novembro de 2022, redefiniria de forma tão profunda a maneira como trabalhamos, nos comunicamos e tomamos decisões?
Foi movidos por esse sentimento (e uma combinação de curiosidade, admiração e inquietação) que criamos o The Next Big Thing LatAm, inspirado na versão americana de Nikhil Basu.
Chegamos ao nosso quarto ano com enorme orgulho. A cada edição, mais empreendedores e líderes se dispõem a compartilhar suas visões, mais leitores aguardam o lançamento, e o relatório se torna mais abrangente e consistente.
No fim das contas, não há forma melhor de olhar para o futuro do que aprender direto da fonte.
Se você compartilha dessa inquietação e quer se antecipar ao que vem pela frente, convidamos você a mergulhar no The Next Big Thing LatAm 2026.
Enjoy the ride,
Lucas & Julia
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Esta edição é apoiada pela Onfly.
A próxima grande tendência sempre será resolver uma dor da sociedade e o sucesso da Onfly se explica por meio dessa lição atemporal: ao construir software para resolver o problema de viagens corporativas, a empresa já tem mais de 2.500 clientes pelo Brasil.
Sua solução é adequada a empresas de todos os tamanhos e se você quiser conhecer mais, clique no botão abaixo.
A próxima grande tendência em 2026 será…
em Venture Capital…
A próxima grande tendência está no aumento da ambição dos Founders da América Latina, cada vez mais focados em construir companhias enormes e geracionais. Devemos presenciar a criação de modelos de negócios inovadores - em hardware e em software - que se beneficiam de uma economia mais conectada, maior profundidade de funding de equity ou dívida e grandes tailwinds tecnológicos como AI e regulatórios como Open Finance e Registro de Recebíveis.
Carlos Costa, Managing Partner da Valor Capital Group
A próxima grande tendência é a volta do IPO na Bovespa como um caminho de saída real para empresas brasileiras apoiadas por VC. Quando eu estava na General Atlantic em São Paulo, abrir capital aqui era, muitas vezes, a alternativa preferida, mas, na última década, a “janela” de IPO migrou para os EUA. O problema é que a barra para listar lá só subiu: poucas empresas brasileiras investidas por venture vão chegar ao tamanho e à maturidade necessários para serem boas companhias públicas no exterior.
Ao mesmo tempo, hedge funds, family offices e o investidor pessoa física no Brasil ganham a chance de investir em empresas inovadoras de tecnologia do Brasil e da América Latina por meio de uma listagem na Bovespa.
Doug Scherrer, Co-Managing Member - LASP Capital
A próxima grande tendência na América Latina é a ascensão dos Micro VCs.
Venture capital é um modelo de negócio que não escala bem: muitos gestores globais que antes eram excepcionais viram sua performance se deteriorar à medida que seus fundos ficaram maiores. Fundadores buscam parceiros que consigam apoiá-los ao longo de toda a jornada. Dado o limite de atenção dos general partners, quanto mais empresas de portfólio eles precisam acompanhar, menor tende a ser a qualidade do suporte que conseguem oferecer. Além disso, grandes exits na América Latina ainda são relativamente raros.
Ao permanecerem pequenos, Micro VCs ganham mais opcionalidade, incluindo a capacidade de vender suas participações para outros patrocinadores financeiros em rodadas futuras. Por fim, em um ambiente em que captar para venture capital ficou mais difícil, ter um fundo com meta menor é uma vantagem clara.
Somadas, essas dinâmicas sugerem uma continuação do aumento no número e na relevância de gestores de Micro VC na região nos próximos anos.
Ricardo Kanitz, Founding Partner Spectra
em Inteligência Artificial…
A próxima grande tendencia é como IA está no momento de "leapfrogging" da América Latina. Assim como o fintech permitiu que a região pulasse etapas do sistema bancário tradicional, a IA pode permitir que setores inteiros ignorem softwares e processos obsoletos. Em mercados marcados por complexidade e ineficiência, empresas verticais nativas na tecnologia podem automatizar decisões — e não apenas fluxos — transformando dores locais em tecnologia globalmente competitiva.
Bianca Martinelli, General Partner - Alexia
A próxima grande tendência em venture é uma camada de aprimoramento da IA no mundo real. Escala, por si só, não vai destravar os próximos grandes avanços: o que importa agora são dados ricos e específicos por tarefa e uma visão precisa de onde os modelos falham em fluxos de trabalho reais. A oportunidade é mapear essas lacunas em escala, retroalimentar laboratórios e empresas com essa inteligência e viabilizar pós-treinamento e evals na camada de aplicação — funcionando ao mesmo tempo como um “laboratório de laboratórios” e um “laboratório de empresas”.
Julio Vasconcellos, Partner e Founder - Atlantico
A próxima grande tendência é a IA se tornando invisível, ou seja, infraestrutura, assim como aconteceu com smartphones. A gente parou de chamar celular de inteligente quando esses features passaram a se tornar a norma, um padrão, não um feature. Com IA, essa transição está acontecendo mais rápido.
Search é o melhor exemplo. Saímos de dez links azuis para uma resposta sintetizada em menos de dois anos. Quando isso vira hábito, a próxima camada aparece: agentes operando silenciosamente por trás das interfaces, otimizando tarefas complexas a simples decisões do dia a dia. Seu CRM sabe tudo sobre aquele cliente. Seu email já filtrou o que importa. Seu calendário se organiza sozinho. Do forecasting do CFO à escolha da sua viagem ou do que você vai comer, tudo com inteligência invisível trabalhando silenciosamente.
Com memória cada vez mais persistente dentro dos apps, o ponto de inflexão não será mais usar ou não IA, porque ela será ubíqua. O diferencial competitivo vira uma pergunta simples: quão boa e quão confiável é a inteligência por baixo desse software? Em 2026, a IA deixa de ser feature e vira norma invisível.
Pedro Sorrentino, Managing Partner - Atman Capital.
A próxima grande tendência será o software mapear a psique do usuário
Todo mundo está focado em modelos de IA mais inteligentes, mas o poder estará na memória. Sistemas embutidos nos fluxos de trabalho inferirão padrões cognitivos ao longo do tempo, criando ilhas de memória hipercustomizadas reforçadas pelo uso.
William Cordeiro, General Partner SaaSholic
em Startups…
A próxima grande tendência em tecnologia na América Latina será a adoção massiva de tecnologia em setores historicamente pouco digitalizados, como saúde, educação, construção civil e serviços intensivos em mão de obra, além de segmentos da economia onde o uso de software sempre foi limitado, especialmente pequenas e médias empresas.
O fator decisivo dessa mudança é a inteligência artificial aplicada, em especial o avanço de agentes e sistemas capazes de executar tarefas, orquestrar fluxos de trabalho e tomar decisões operacionais de forma autônoma será decisivo nesta mudança. O que antes exigia times especializados, integrações complexas ou processos manuais passa a ser viável via software simples, conversacional e cada vez mais acessível.
Isso reduz drasticamente o custo de adoção tecnológica e elimina barreiras que historicamente travaram a digitalização nesses setores, como falta de mão de obra qualificada, baixa padronização de processos e margens apertadas. Na prática, atividades administrativas, operacionais e até técnicas passam a ser automatizadas em escala, algo que até recentemente era inimaginável para grande parte da economia real.
O resultado tende a ser uma onda inédita de adoção de software na região, não puxada apenas por startups ou grandes empresas, mas por negócios tradicionais buscando eficiência, previsibilidade e crescimento. Essa transição deve redesenhar mercados inteiros, criar novos líderes regionais e abrir uma geração de oportunidades para empresas que conseguirem traduzir tecnologia avançada em soluções simples, integradas ao dia a dia desses setores.
Caio Bolognesi, General Partner na Monashees
A próxima grande oportunidade em venture capital na América Latina é olhar para onde o hype não necessariamente está: B2B “chatos” — marketplaces, software vertical e infraestrutura crítica — usando IA como motor de eficiência, e não necessariamente como produto de vitrine. Em específico, gosto de pensar no "cemitério" dos últimos shifts tecnológicos para achar modelos que podem renascer. Assim como o Pets.com falhou antes da penetração da internet e a Webvan antes do advento do mobile, quais são os negócios que antes não eram possíveis e que agora vão florescer?
Florian Hagenbuch, Co-Founder e General Partner Canary
A grande oportunidade do venture capital na América Latina em 2026 estará em identificar fundadores e empresas capazes de reproduzir o crescimento exponencial que estamos vendo em algumas startups globais de IA, como Lovable, Cursor, Mercor e Legora.
A IA mudou radicalmente a velocidade de lançamento e iteração de produtos, assim como as estratégias de go-to-market, permitindo que empresas cresçam em ritmos inéditos.
Acreditamos ser apenas uma questão de tempo até que mais empresas da América Latina apresentem esse perfil de crescimento, e que founders da região construam empresas geracionais em prazos muito mais curtos do que os observados no passado.
José Pedro Cacheado, Partner Norte
A próxima grande oportunidade em 2026 são as mesmas oportunidades que o Brasil carrega há décadas. Violência, judicialização, juros altos, confiabilidade: em um mercado relativamente pequeno como o brasileiro, a maior oportunidade está em enfrentar nossos problemas estruturais com tecnologia e ambição à altura
Lucas Lameiras - Founder, Fanatic Capital & Scout, a16z
A próxima grande tendência em SaaS é a explosão de softwares criados através de vibe coding, o resultado é uma imensidão de SaaS nichados resolvendo problemas específicos. Softwares com pouca complexidade, intensos em CRUDs e interfaces elegantes, sem APIs proprietárias ou dados exclusivos, vão ter suas margens espremidas por concorrentes criados em horas, não meses. Dominar os canais de distribuição se torna cada vez mais relevante, e uma vantagem competitiva.
Marcelo Linhares, Founder e CEO - Onfly
em Creators…
A próxima grande oportunidade na Creator Economy é reconhecer o ser humano como centro em um mercado dominado por I.A. Creators se tornam marcas pessoais fortes o bastante para atuar como motor de narrativa e performance. Conteúdo orgânico cria desejo e comunidade, enquanto a mídia aproveita esse impulso para reduzir CAC e acelerar vendas. A autenticidade humana segue insubstituível, e a I.A amplifica tudo ao otimizar produção, analisar impacto e elevar decisões em tempo real.
Bruno Playhard, CEO e Founder Loud
A próxima grande oportunidade em criação de conteúdo é entender que 'social' media virou 'interest' media. O feed não mostra mais seus amigos, mostra temas que o algoritmo escolheu. Por isso número de seguidores vai importar cada vez menos. Nesse mar de conteúdo genérico criado por IA, a chave para se destacar vai ser curadoria e autenticidade.
Greco Prado, Co-founder Curioso Mercado
A próxima grande oportunidade, num mundo dominado por IA, é o foco na retenção. Quando todo mundo consegue produzir muito, barato e rápido, o diferencial deixa de ser “clique” e vira tempo: watch time, retorno, conclusão. A nova mídia vencedora é construída como série: ritmo, ganchos e recorrência. Menos caça ao viral, mais hábito.
Josué Guedes, CEO Market Makers
em Fintechs…
A próxima grande tendência em 2026 é a tokenização de ativos do mundo real. O que antes era só um “sinal” dentro de cripto agora ganhou tração em escala institucional: já tem startup tokenizando crédito, imóveis e até participação acionária. As stablecoins são, na prática, o exemplo mais simples e popular de um dólar tokenizado. E conforme o sistema financeiro tradicional abraça a tokenização, a América Latina vira um laboratório real para um mercado de capitais mais acessível e mais eficiente.
Anderson Thees, Managing Partner e co-founder na Redpoint eventures
A próxima grande tendência é que em 2026 a gente vai seguir com duas prioridades na região: fintech e IA. Em fintech, o foco está na nova onda de infraestrutura e a IA entra como motor para ganhar eficiência operacional e acelerar o desenvolvimento de produto. Ao mesmo tempo, México e Colômbia estão amadurecendo rápido: os ecossistemas de fintech nesses países começam a passar pela transição que o Brasil viveu anos atrás, com empresas saindo do modo “startup” e virando organizações mais estruturadas. Isso tende a puxar um volume relevante de capital para essas teses.
Em IA, o tema continua no centro, mesmo com a discussão sobre defensabilidade e com a explosão de agentes diferentes. O Brasil é um caso particularmente forte: o país tem a segunda maior base de usuários ativos mensais do app do ChatGPT (como % da população) e é o quarto no mundo em tráfego online do ChatGPT. Para nós, a melhor oportunidade está em modelos menores e verticais, específicos por domínio, construídos com contexto porque, na prática, entregam mais eficiência e melhor custo-benefício para as empresas do que soluções generalistas.
Milena Oliveira, Sócia e Co-Founder - Volpe Ventures
A próxima grande tendência é a tokenização e stablecoins.
A tokenização via blockchain tende a se consolidar como a próxima camada de infraestrutura do mercado de capitais, especialmente em ativos privados, ao tornar ativos mais líquidos, programáveis e distribuíveis. Na América Latina, isso ataca ineficiências estruturais de intermediação e alocação de capital, reduz custos e amplia o acesso a oportunidades antes concentradas em poucos players institucionais, viabilizando novos modelos de emissão, custódia e liquidação.
Em paralelo, stablecoins estão se estabelecendo como o trilho operacional mais eficiente para pagamentos cross-border, permitindo liquidação quase instantânea, previsibilidade de custos e operação contínua sem dependência de bancos correspondentes. Para instituições e plataformas, isso destrava tesouraria multimoeda em tempo real, reduz pré-funding no exterior e integra pagamentos B2B a fluxos globais de trade e remessas, com potencial de se tornar infraestrutura padrão para movimentação e liquidação de valor nos próximos ciclos.
Monica Saggioro, Co-Founder e Managing Partner Maya Capital
Esta edição é apoiada pela YaVendeu!…
YaVendeu está no centro de uma revolução tectônica: ela construiu um agente de IA que permite empresas venderem mais rápido, em escala, e com qualidade de atendimento no canal mais importante do Brasil, o WhatsApp.
Ela conversa com o cliente por texto, áudio e imagem e acompanha a jornada do primeiro “oi” até o pagamento, todos os dias, sem parar e sem precisar aumentar o seu time.
Quer transformar toda conversa em venda? Conheça a YaVendeu e crie sua primeira vendedora IA totalmente de graça.
em Inovação…
A próxima grande tendência serão empreendedores que, mesmo criando produtos non-AI, já nascem com processos e cultura AI-first. Esses negócios operarão de forma muito mais eficiente, escalável e rentável e, por isso, dependerão menos de grandes rodadas de capital e sim de apoio estratégico.
Esse ponto é especialmente relevante na América Latina, onde as teses geralmente têm maior exposição a clientes SMBs devido à forte fragmentação dos mercados locais. Processos de vendas, suporte e operações habilitados por AI funcionam ainda melhor para esse perfil de cliente, que antes exigia times grandes para atendê-los.
Para os fundadores e CEOs das empresas já estabelecidas, isso significa que precisarão ter uma paranoia construtiva. Eles precisarão correr para atualizar seus playbooks ou serão engolidos por competidores mais eficientes.
Ja estamos vendo empresa com 6 mil clientes operando com 5 pessoas em vendas e suporte, outra com 3 pessoas na empresa inteira chegando a R$3m de ARR em 1 ano (R$1m/employee!) enquanto vemos muitas empresas estabelecidas felizes em cortar 5% do time deles… Ficam felizes pois estão melhorando, mas no relativo, muitas das empresas inovadoras de 5 anos atras se tornaram dinossauros operacionalmente.
Felipe Affonso, Sócio na Cloud9 Capital
A próxima grande tendência é a o uso generalizado da robótica, porque, com a evolução da IA, o passo seguinte , óbvio , é a automação de processos físicos. A robótica está ganhando a atenção de adolescentes e jovens adultos como uma febre. Na esteira disso, espero que sobre mais tempo para o ser humano cuidar, cada vez mais, da biodiversidade e da saúde do planeta.
Fersen Lambranho, Chairman da GP Investimentos
A próxima grande tendência é o crescimento de "product managers" que orquestram IA, dados e estratégia de negócios. Com ferramentas de IA acelerando o desenvolvimento, o PM vira “builder” e a linha entre produto, design e engenharia desaparece. PMs que dominarem a curva de aprendizado da IA e aliarem tecnologia a conhecimento profundo do negócio e do mercado guiarão a próxima geração de produtos de alto impacto.
Irit Epelbaum, Product Operating Partner Atlantico e Advisor
A próxima grande tendência é a necessidade estratégica de inovar de fora para dentro. A velocidade tecnológica, a hipercompetitividade, a globalização e as barreiras de entrada cada vez mais baixas criaram um cenário em que essa abordagem deixou de ser opcional. Ao mesmo tempo, clientes exigem experiências digitais simples, resposta imediata, logística sem fricção e inovação constante de produto. A disrupção é transversal e atinge todos os setores e empresas, de qualquer porte.
Para proteger o core, não basta “investir mais em P&D”. É preciso aumentar a superfície de inovação e ganhar opcionalidade, tanto dentro do negócio principal quanto em adjacências. Nesse contexto, acredito que toda grande empresa deveria participar de corporate venture capital em algum nível: o CVC permite explorar adjacências com disciplina antes que elas virem ameaças reais ao core.
Phillip Trauer, Managing Director - Vivo Ventures
na Sociedade…
A próxima grande tendência será a explosão de soluções voltadas à Economia Prateada. Estamos falando do maior mercado em formação no país, com cerca de 42 milhões de pessoas até 2030. Saúde, finanças, moradia, mobilidade, consumo e bem-estar ainda operam com produtos pensados para outras gerações. Resolver essas lacunas com tecnologia é uma das maiores oportunidades da próxima década.
Daniel Chalfon, General Partner - Astella.
A próxima grande tendência no contexto político é a pesquisa eleitoral conduzida por inteligência artificial em tempo real. Agentes sintéticos, capazes de ligar em escala, replicar sotaques regionais e simular conversas humanas, permitirão testar mensagens políticas em dias — não meses. Campanhas passarão a operar como produtos digitais: iterando narrativas, ajustando discurso e identificando ressonância emocional com precisão inédita, antes que a disputa chegue às ruas.
Felipe Seligman, Founder e Co-CEO - Jota
A próxima grande tendência em saúde é resolver o mismatch entre oferta e demanda médica (tese para uma década). O Brasil formou 25% mais médicos na última década, enquanto a população cresceu apenas 5%.O resultado é um sistema ineficiente: concentração de oferta em poucos centros, custos elevados e baixa qualidade percebida.
A oportunidade está em orquestrar essa oferta excedente com inteligência, usando dados, tecnologia e novos modelos de cuidado para reduzir custo, ampliar acesso e escalar qualidade, conectando pacientes ao cuidado adequado em qualquer lugar do país.
Manoela Mitchell, co-fundadora e CEO da Pipo Saúde
A proxima grande tendencia está naquilo que a tecnologia não consegue replicar. Assim como o Bitcoin, cujo valor deriva de sua escassez matemática finita, o mercado imobiliário, em localizações exclusivas, representa a escassez física e absoluta. Enquanto IA, robótica e neurociência redesenham as fronteiras da produtividade e podem tornar muitos modelos de negócio obsoletos, um imóvel único estará à prova de uma inovação avassaladora. Investir em ativos imobiliários estratégicos no Brasil é, para mim, uma nova fronteira ideal de riqueza: um hedge real contra novas tecnologias e uma aposta naquilo que é essencialmente finito e insubstituível. A tecnologia pode escalar quase tudo, menos um espaço geográfico privilegiado
Rodrigo Dantas - Founder Vindi, Conselheiro e Investidor
em AI Agents…
A próxima grande oportunidade em 2026 é o choque de produtividade obtido pela combinação de agentes de AI com interfaces plenamente difundidas e conhecidas como o WhatsApp. Em uma região geográfica historicamente marcada pela baixa produtividade e por altos custos empregatícios, os agentes de AI têm na América Latina uma das suas terras mais férteis e já vem entregando resultados bastante positivos. A combinação disto com interfaces amplamente conhecidas e com distribuição quase generalizada faz com que a adoção se dê de forma muito mais acelerada.
Gustavo S. Carvalhal Ribas, Head of LatAm do Kfund
A próxima grande tendência em tecnologia é redesenhar empresas e sistemas para um futuro “agentic”, nas quais agentes de IA deixam de ser copilotos e passam a tocar, de ponta a ponta, processos, mercados e decisões. Na América Latina, isso abre espaço para um salto: construir organizações do zero já pensando nessa lógica, em vez de tentar encaixar IA em estruturas antigas.
Manoel Lemos, Managing Partner na Redpoint eventures
em Software…
A próxima grande oportunidade em software B2B é a fusão criador-fundador. O especialista de nicho com audiência (advogado, contador, médico) constrói IA para seus seguidores. Zero CAC, confiança pré-existente, dados proprietários do setor. Startups tradicionais não competem com quem já tem distribuição e domínio técnico. 2026 é o ano do founder-influencer
Bruno Okamoto, Founder e CEO Pixel Educação
A próxima grande tendencia é acessibilidade. As barreiras de adoção e construção de tecnologia estão cada vez menores. Isso demanda repensar pressupostos sobre onde o valor será criado e compreender a nova dinâmica é a chave para capturar valor. As APIs já representam 57% de todo o tráfego da internet. Até 2026, a Gartner projeta que 80% dos usuários de low-code virão de departamentos que não são de TI, democratizando a criação de software e possibilitando que todas as empresas possam se tornar empresas de tecnologia. Países desenvolvidos vão investir em automação fabril e robótica, países emergentes com custo de capital mais elevado e baixo custo de mão de obra vão gerar mais valor econômico ao construir e agregar ferramentas que ampliem o alcance das pessoas em vez de substituí-las. Em mercados como o Brasil, a tecnologia constrói sistemas e inclui populações anteriormente excluídas da participação econômica.
Laura Constantini, Founder NidoVC e Board Member Endeavor Brasil
A próxima grande tendência sempre foi e continuará sendo criar startups intensivas em software no momento exato em que um mercado deixa de depender de átomos e passa a existir em elétrons. No momento em que um mercado se digitaliza porque uma tecnologia nasceu, uma lei mudou ou um comportamento da sociedade se transformou, é que surgem as grandes oportunidades da vida.
Luiz Guilherme Manzano - Sócio big_bets
A próxima grande oportunidade em 2026 é a consolidação pragmática do software B2B. Existe muito produto bom preso no meio do caminho, sem escala e sem narrativa para a próxima rodada. O jogo muda para quem integra base instalada, distribuição e dados e aplica a IA já disponível para padronizar suporte, finanças e vendas, com revisão humana onde o erro custa caro. Isso traz previsibilidade de margem e caixa e libera energia para inovar.
Rodrigo Fernandes, Founder Métricas Digitais
Até 2026,
Lucas & Julia
Playlist com meus episódios favoritos de 2025 para quem vai passar muito tempo em estrada/avião nesse fim de ano…

