Obsessão pelo excepcional

Um dos lemas que carrego é olhar o copo meio cheio.

Esse talvez seja o maior desafio para um investidor de Venture Capital: Como nosso trabalho envolve dizer não para 99% das oportunidades, acabamos por ter um faro apurado para encontrar falhas.

Não que seja uma habilidade dispensável, afinal faz parte da construção do pensamento crítico. Mas o faro que você precisa desenvolver para ser um grande investidor é a habilidade de encontrar o excepcional, enxergar o grande empreendedor ou a grande empreendedora, detectar o zeitgeist, intuir o futuro desse sonho, identificar a métrica que desponta.

Com a palavra Jeff Jordan (GP do A16z):

16z screened about 3,000 investment opportunities per year. GP Jeff Jordan described the firm’s investment criteria:“We look for strength rather than lack of weakness. It’s easy to point out what’s wrong with a deal, particularly when you say ‘no’98% of the time. We want a passionate advocate—at least one general partner who is just pounding the table to do the deal.” Andreessen concurred:“Google, Facebook, eBay, and Oracle all had massive flaws as early-stage ventures, but they also had overpowering strengths.

Essas 83 palavras significaram muito para mim quando as li pela primeira vez em 2019. No meu modelo mental, buscar enxergar as fortalezas se tornou uma obsessão.

Pondero porém que esse modelo mental ainda está em formação e hoje se baseia primariamente em: (i) aprender através de conteúdos públicos, (ii) conversar com experts do segmento e (iii) formular meus pensamentos através da escrita para expor para outras pessoas (via escrita ou fala) a fim de escutar feedbacks.

A parte do feedback é essencial pois nesse momento se compreende os pontos mais frágeis do julgamento.

Ser pessimista em relação a tudo é um atestado de fracasso no Venture Capital, afinal no early stage a taxa de mortalidade das startups é muito alta.

O real game está em encontrar as fortalezas.